Pico da Bandeira – O Terceiro ponto mais alto do Brasil – Travessia dos Três Picos no PN Alto do Caparaó MG/ES

Situado na divisa de estados do ES e MG, na serra de Alto Caparaó, o PN Alto Caparaó é muito visado pelos montanhistas brasileiros por abrir o Pico da Bandeira, o terceiro pico mais alto do país com 2892m, além de outros cinco dos dez picos mais altos do país.

Cerca de 80% do parque é capixaba estando os maiores picos bem na divisa de estados: Pico da Bandeira, Pico 2 ou Pico do Cruzeiro (2852m), Pico do Calçado (2849m) e o Pico do Calçado Mirim (2818m). O Pico do Calçado (2770m) é localizado em território mineiro. No parque também se encontram outros picos menores mas de altitudes consideráveis para nosso território, e todos localizados no ES: Morro da Cruz do Negro (2658m), Pico da Pedra Roxa (2649m), Pico dos Cabricos ou do Tesouro (2620m), Pico do Tesourinho (2584m) e a Pedra da Menina (2037m).

 

Atrativos do PN Alto Caparaó

Realmente o PN Alto Caparaó dispõe de atrativos para todos os gostos! Para os amantes de trilhas, é possível subir o Pico da Bandeira, do Calçado e do Cristal, dentre outros menos conhecidos. Para quem gosta de águas congelantes, há as cachoeiras Bonita, da Farofa e do Aurélio, e também os vales verde e encantado. Há também a gruta do Jacu, a Pedra duas Irmãs e o sitío histórico com construções da antiga fazenda de café de Antônio Leite.

Pico da Bandeira: É o terceiro pico mais alto do Brasil, marcando a divisa entre os estados de MG (Alto Caparaó) e ES (Ibitirama). Recebe esse nome pois, por volta de 1859, o imperador Pedro II determinou que fosse colocada uma bandeira do império naquele que era considerado o ponto mais alto e imponente do país. (Fonte: wikipedia)

 

Acesso ao Parque e aos campings

Para entrar no parque é pago uma taxa de R$12.50 para brasileiros e é obrigatório reservar o camping previamente para poder pernoitar, recebido retorno do parque e ainda confirmar sua reserva cinco dias antes de ir. O pernoite custa R$6 e o parque dispõe de quatro áreas de campings: o Macieira e Casa Queimada no lado do Espírito Santo, e o Terreirão e  Tronqueira no lado mineiro, estando o primeiro mais próximo do Pico da Bandeira e o segundo das cachoeiras que o parque possui. Eu fiquei nos campings mineiros e eles dispõe de mesas para refeição e banheiro com chuveiro gelado, o Troqueira dispunha de água quente via energia solar durante as horas de sol do dia. Consulte os valores atualizados aqui.

 

Como chegar

O parque dispõe de duas portarias: a de Pedra Menina, na cidade de Dores do Rio Preto/ES e a de Alto Caparaó/MG.

De transporte público, para chegar na portaria capixaba desde SP deve-se ir até a cidade de Espera Feliz/MG e seguir para o distrito de Pedra Menina, e daí caminhar por 9km até o parque ou pegar um táxi por aproximadamente R$120.

Nós pesquisamos para ir pela portaria mineira, e teríamos que pegar um ônibus da viação Itapemirim de SP para Manhumirim (R$136, 12hr de viagem), outro da empresa Rio Doce até a cidade de Alto Caparaó (R$6, 1hr de viagem), e mais um táxi até o camping terreirão no parque que, custaria em torno de R$70. São mais de 900Km de distância desde SP! No site do PN é possível verificar outras formas de chegar no parque.

Ou seja, gastaríamos mais de R$300 fora o tempo de deslocamento. Mas por fim o Marcos quis ir junto e fomos com o carro dele, o que facilitou muito no custo e no tempo. Fomos pra Itamonte/MG na sexta com o Clóvis, encontramos com o Marcos que veio de Itajubá, jantamos na deliciosa cantina italiana da cidade e dormimos na chácara que o Clóvis tem por ali, para às 4hr pegar estrada sentido Alto Caparaó, e era chão heim!

 

Primeiro dia – Indo para o PN Alto Caparaó e subindo do camping Tronqueira para o Terreirão

Inicialmente queríamos subir o Bandeira fazendo a travessia da portaria mineira para a capixaba, ou vice-versa, mas devido a questões de logísticas, decimos ficar somente na portaria mineira. Saindo de SP, não fomos pela Dutra pois possivelmente teria muito trânsito, então pegamos a rodovia BR-354, 267, 116, e teoricamente a 482, (já conto o porque! hehe) passando por Juiz de Fora. Se for possível, viaje durante o dia, a paisagem como eu já esperava era maravilhosa! Essa viagem vale muito a pena por conta disso também! Lembro quando estávamos em um trecho depois de Lima Duarte, do sol, imenso ao fundo, em meio a montanhas, e a iluminação amarela de todo o horizonte, coisa de filme, lindo demais! Preciso aprender a viajar com a câmera na mão! Me arrependo muuito de não ter foto dessa cena!

Paramos em uma lanchonete bonitinha para tomar café e, em dois pedaços grandes de bolo e um copo gigante de suco natural, pagamos somente seis reais, onde isso é possível por SP? 😯 A 80km de Alto Caparaó, acho que em Fervedouro, por volta do meio dia, paramos para almoçar em um restaurante de posto de combustível, mesma coisa, R$16 para comer à vontade. Esse era um dos 500 restaurantes “pão com linguiça” que vimos pelo caminho! Tudo lá incrivelmente se chama pão com linguiça, os restaurantes, os postos de gasolina, os mercados, as quitandinhas na beira da estrada… rs

Dali rodamos, rodamos, passamos por Divino, o Marcos ficou zuando o nome da cidade, rodamos mais, eu dormi e acordei, e nada de chegar em Alto Caparaó. Decidi olhar no gps, já que não estávamos passando pelas cidades que sabíamos que estavam no caminho. Batata! Tínhamos saído e muito da rota  😯  Perguntamos o quão ferrados estávamos e depois de pensar um pouco um tio falou para seguirmos por umas cidades por ali sentido Manhumirim e dali pegar para Alto Caparaó. Na volta percebemos que logo depois da onde almoçamos tínhamos que pegar uma saída para a BR-482, mas fomos reto na BR-116! Mas essa “desorientação” foi maravilhosa! A paisagem que vimos por ali foi a mais linda da viagem! Cheia cheia cheia de montanhas, com fazendas com galpões vermelhos aos seus pés.. coisa de filme americano! De longe, um conjunto de montanhas formavam certinho a silhueta de uma mulher deitada… a cabeça com cabelos ondulados, o seio com o mamilo para cima, a cintura, quadril e pernas… apelidamos de serra da peladona hehe Nem lembrei de tirar foto dessas paisagens, agora que me dei conta 🙁 Se ficou curioso, pega o carro e se manda pra lá 😀

Chegamos em Alto Caparaó por volta das 14hr. É uma cidade bem simples, com tudo voltado ao Bandeira, claro. A partir dali é fácil seguir para o Parque, a cidade é cheia de placas. E gentem, a vista das montanhinhas a partir da cidade é MARA! Eu fiquei encantada! 😀

Para quem vai de ônibus, tem uma pernada de 6km pirambeira acima da portaria do parque até o primeiro camping, o tronqueira, é chão! Há vários serviços de jipe pela cidade, pelo que o Raffa no Caminho disse no relato dele, fica 100$, ou vale tentar pegar carona ali na portaria. Me parece que quem vai de moto também não pode subir esse trecho. Li em muitos relatos que carros normais não conseguiam subir esse trecho, que era necessário contratar uma 4×4, mas quando chegamos lá o guarda disse que haviam arrumado essa estrada e ela estava boa, e realmente o fox subiu tranquilo. Demos uma paradinha no centro de visitantes e o guia nos explicou todo o trajeto para o Bandeira e para o Calçado, mas não falou nada sobre o Cristal. Já tinha lido que eles não aconselham ir sem guia até lá, mas eu logo chutei o balde “e o cristal, como se vai para lá?” Ai o guia deu uma torcida no nariz e disse q não era recomendável ir sem guia pois ele era muito exposto, mas nos informou o caminho e disse que era possível voltar ao camping Terreirão por um outro caminho a partir dele, sem passar de novo pelo Bandeira, e era justamente essa nossa intenção!

É possível ficar acampado no camping tronqueira e fazer um bate-volta para o Bandeira, mas não recomendo. Fica muito cansativo e corrido para conhecer os outros picos. Umas 16hr saímos do tronqueira, seguindo um grupo que estava andando, além das cargueiras, com uma sacola de feira na mão e uma baita sacola de cup noodles pendurada na cargueira, imagina se não pegamos eles como referência para tudo né hehe Começamos a pernada de 4.5km até o outro camping, o terreirão, que só se tem acesso por trilha, e que trilha! Não é nada demais, mas lá tem muuuuuita pedra, que te faz sentir como se estivesse andando em leito de rio, e isso enche o saco né, porque toda hora dava uma torcidinha no tornozelo, e subida no estilo de escada, mas bora lá!

Logo no início tem uma leve bifurcação que te leva a um mirante para o Vale Encantado. Uma vista muito bonita! A trilha para o camping segue em paralelo a ele durante um bom tempo. É possível fazer um roteiro por ele e pelo Vale Verde, mas acabamos não fazendo esses passeios. 🙁

De certa altura já é possível ver o Bandeira, na foto abaixo ele é o cume mais claro, à direita ao fundo (a foto saiu tremida, deve ser o folêgo que já não existia):

Chegamos no terreirão com o sol se pondo, uma bela vista! Mas o sol estava longinho…

O terreirão é uma grande área de acampamento, com uma casa dos guarda e uma casa onde há banheiros com chuveiro estupidamente gelados (já vá preparado, e não se assuste com o grito da galera tomando banho!), e pias para lavar louça. Dica: levar papel higiênico pois não há nos banheiros, a mulherada estava pirando!

Levantamos acampamento de frente para essa casa dos banheiros e fizemos o rango. Fomos dormir umas 21hr pois iríamos madrugar para ver o nascer do sol do Bandeira. ZZZZzzZzzZ

 

Segundo dia – Subindo o Pico da Bandeira, Calçado e Cristal

Os guardas recomendaram a gente sair umas 3hr do camping, então levantamos umas 2hr e pouco, com aqueeeele escândalo da galera. Havia pouco tempo que tinha conseguido dormir, já que minhas pernas e pés estavam congelando na minha sacola de dormir S10. Fomos os últimos a sair do camping, umas 3:15. Da galera do cup noodles, um casal ficou com preguiça e preferiram não ir, o que encheu o Marcos de indignação 😯 Levamos mochilas de ataque para levar água e alguma comida para a trilha e não ter que subir com as cargueiras, que por si só já são pesadas. Não esquecer de levar lanterna e pilha!!!

O caminho é muito bem demarcado, mas de madrugada não se vê os totens né, então o relógio gps do Marcos foi essencial! Aos poucos fomos alcançando e ultrapassando outros grupos. A galera moída já, não fazia nem questão de responder o “bom dia” que eu dava. Uma hora o Marcos e a Le pararam para comer algo e eu continuei, já que sou mais devagar. Ai uma hora fui passar por um grupo desmaiado no meio da trilha, e uma das moças falou “nossa gente, ela veio sozinha pra cá!” Me senti a própria Cheryl Strayed (do filme e livro Livre, que fez a PCT sozinha em três meses, recomendo!) haha

A pouco do cume nos encontramos (andei bastantinho sozinha por fim!), chegamos nele às 5hr, o Marcos delirava porque andamos bem e ultrapassamos TODO mundo hehe e se gloriava por termos sido os últimos a sair do camping! Um fato culminante que deixou o Marcos stressado nessa subida foi o coitado do Pedro, um garoto de uns 8 anos que tinha uma mãe que reclamava de tudo que o coitado fazia, tudo mesmo! E gritava com ele, gritava com o marido. Depois no cume só dava ela “Pedro, sai daí. Pedro, vem pra cá. Marido, tire foto do Pedro aqui.” Gente, sem stress!

No cume haviam algumas poucas pessoas que acaparam por lá (não sei se isso é permitido, acho que não!), então pegamos um lugar no camarote para assistir o nascer do sol que já estava se despertando, e daaaaale foto ♡♡♡♡ Gente, foi a coisa mais linda que já vi! Ele nasceu bem próximo a nós, hiper vermelho, se mostrando aos poucos por trás daquele imenso mar de nuvens (minha paixão), foi emocionante!

Uma hora um moço veio pedir para eu tirar foto dele, pois ele estava sozinho. Ele comentou que iria até o Cristal depois dali, e eu disse que também iríamos e o convidei para ir com a gente, e ele aceitou 🙂 Ai fui sentar junto com a Letícia e quando olhei ele tinha ido para outro lado…

Dica: sempre ouvi falar que no Bandeira o frio é estupido! Então fui com conjunto de 2a pele, mais a calça de montanhismo, 2 meias, corta vento, fleece e luvas, para garantir! Ficamos de boa lá, ninguém sentiu frio, mas acredito que em julho o frio deva ser ignorante! Tem gente que sobe com cobertor, saco de dormir…. É bom estimar bem o tempo de subida para não chegar muito antes das 5hr e ficar congelando por lá.

 

Pico do Calçado

Seu nome provém de sua semelhança com um calçado a partir de um dos lados de seu avistamento. O local é visitado por todos aqueles que vão ao Pico da Bandeira a partir da Casa Queimada (camping da portaria do parque do lado do ES), por ser passagem obrigatória,  e por alguns dos visitantes mais experientes acampados no Terreirão e Tronqueira. (Fonte: http://www.icmbio.gov.br/parnacaparao/guia-do-visitante.html) Ui, me senti trilheira experiente agora!

Depois de aproveitarmos MUITO o Bandeira, às 7:30 seguimos para o próximo cume, o do Pico do Calçado. Procurei o moço que ia junto com a gente, mas o bicho sumiu! Ao longe vi alguém andando pela próxima crista com uma cargueira azul, julguei que fosse ele. É bem fácil chegar no Calçado, fácil mesmo! Do Bandeira se enxerga a trilhinha e vai embora…. Começamos a andar por meio a neblina, que vira e mexe sumia. No centro de visitantes havia uma foto da vista do Bandeira do caminho para o Calçado, que eu achei lindíssima, mas quando chegamos nesse ponto, estava tudo coberto pela neblina. Como tínhamos tempo, sentamos para esperar uma janelinha hehe Ai nisso apareceu o moço da foto, o André, voltando do Calçado falando que não dava para ver nada e que tinha desistido do Cristal. Aí falamos para ele esperar ali junto com a gente, que quando melhorasse seguiríamos. E ficamos batendo papo até a janela aparecer e nos matarmos de tirar foto! Depois de vários cliques, seguimos em frente, com o céu azulzinho azulzinho ♡

Pico do Cristal

A trilha do Calçado para o Cristal não é muito bem demarcada, tem alguns totens pelo caminho, um gps aqui ajuda, só para garantir mesmo! O caminho desce por um vale, muito bonito, até se dar de cara com o Cristal. Aí começa o perrengue!

De longe já percebi que o danado do Cristal não tinha muitas agarras para subir, fazendo jus ao “muito exposto” que o cara do centro de visitantes tinha falado. No meio da subida duas meninas desistiram, e eu estava quase também! Estava me sentindo insegura e com pouco apoio para os pés e mãos, ainda tenho a questão do medo de altura, mas eu evitava ao máximo olhar para o chão 🙁 Com a insistência do pessoal, fui subindo, subindo, subindo, só pensando em como seria descer aquilo 😯

A vista do cume é linda! E tem um cristal lá! hehe “Este maciço tem seu nome derivado da abundância de quartzo no local” (Fonte: Site PARNA Caparaó). Você tem uma visão de 360 graus do parque, avista o camping Casa Queimada, do lado ES do parque, e os outros campings do lado mineiro.

No cume havia uma nuvem negra nos perseguindo e a previsão para aquele dia era de chuva. Então não ficamos muito tempo no cume e já fomos descendo 🙁 Apesar do que achei, a descida não foi tão ruim 🙂

Como disse, a intenção era voltar por uma outra rota direto para o camping, mas o tracklog do Marcos não tinha esse trajeto e da onde estávamos tínhamos uma boa visão do caminho, mas não vimos nenhuma trilha aberta. O Marcos estava doido para ir no vara-mato (e eu também), mas ai lembrei que a gente estava quase sem água e desistimos da idéia e fomos subir o Calçado novamente. Dessa vez cobertos pela neblina e com a nuvem negra nos perseguindo.

Chegamos de volta ao terreirão às 14hr, a vista já estava branca pela neblina, e pacotamos! A idéia era ver o pôr do sol de um mirante ali perto mas não rolou, tudo branco! Então, quando acordamos, fomos comer 😀 Procurei o André pelo camping para ele ir comer com a gente mas não o encontrei 🙁 Devia estar pacotado em alguma barraca. A noite mais uma vez estava terrível de linda, o céu abriu e era possível ver estrelas cadentes a todo instante ☆☆☆☆☆

 

Terceiro dia – voltando para o camping Tronqueira

Levantamos às 8hr e nos preparamos para descer. Logo o camping entupiu de escoteiros, o chefe era gordinho e estava vestido com o uniforme, até de lencinho no pescoço estava, e um chapéu hiper cômico, eu não conseguia parar de rir hehe

Começamos a descer umas 9hr e às 11hr chegamos no camping Tronqueira. Na descida passamos por três homens morrendo pelo caminho, e a Le ouviu eles comentarem das nossas cargueiras, que elas nem deviam estar pesadas já que eu e ela estávamos descendo de boa. Quero ver se ceis são macho que nem nois!

O tronqueira estava lotadérrimo de escoteiro. Parecia que estava tendo um campeonato deles. Quando chegamos eles estavam se arrumando para irem embora mas nunca que terminavam. E folgados, muito folgados! Deixaram em cima de uma das mesas mochila, um saco de batatas com roupa e lona, e uma bota em cima da mesaaaaa! Aquilo me deixou puta, que cara porco! Coloquei a bota num canto e fomos cozinhar no espaço que sobrou. Quando terminamos uma moça perguntou se podia dividir a mesa e eu disse que já estávamos saindo, e que aquelas coisas não eram nossas, que a gente não era porco pra deixar bota suja em cima da mesa. Ai o dono dela escutou e veio tirar as coisas com cara de minhoca. Tenha dó né, escoteiro ainda! Fora eles, haviam famílias, com gente de mais idade, e crianças! Muitas crianças! Toda hora vinha bola para cima das nossas barracas…

Bem o resto da tarde foi dormir, já que o tempo estava fechado e estava até chuviscando. Acordamos umas 15hr, o tempo havia aberto, descemos para a cidade para comprar mais algumas coisas e na volta passamos na Cachoeira Bonita, que fica no caminho para o Tronqueira. Se caminha por uma trilha de 300m para chegar em suas águas congelantes, e aí a gente vê que deram um nome xexelento para uma cachu linda com queda de 70m se não me engano! Suas águas são decorrentes do rio que forma o Vale Encantado.

À noite despencou o mundo! Aninhamos os três na barraca da Le, prevendo que ficaríamos alagados, e quando isso estava para acontecer, parou. Ai fomos comer… O céu se abriu novamente de forma espetacular, estrelas para todos os lados ☆☆☆☆☆

Dica: o tronqueira tem chuveiro aquecido a luz solar, então até às 18hr é possível tomar banho quente uhuuul Só que fui descobrir isso quase às 18hr, aí peguei dois picos de água quente fervendo durante o banho e depois nunca mais 🙁 Mas a temperatura daquela região é mais quente, então a água não é ignorantemente gelada igual ao Terreirão.

 

Quarto dia – partindo para casa

Hora de partir 🙁 Só é permitido sair do parque na hora em que ele abre, ou seja, das 7 às 18. Então saímos dele às 8hr, antes tirei umas fotos de um mirante liiindo que há no camping. Mas o tempo amanheceu fechado, queria ver aquilo com o céu bem aberto, pois é uma cadeira de montanhas infinitas  ♡♡♡♡♡

E daí foi só rodar rodar e rodar… Dessa vez fomos pela Dutra até chegar em Lorena às 18hr onde eu e a Le pegamos bus pra SP, e eu depois Sorocaba, chegando aqui meia noite. A paisagem da volta também foi bonita, tem uns trechos da Dutra, não lembro em qual cidade, em que há uns lagos enormes, parece paisagem da gringa! Mas como comentei, o caminho por onde nos perdemos na ida foi maravilhoso, voltaria lá com certeza!

Como comentei, o Pico da Bandeira não é dificil de subir. Há de gente de todos os jeitos subindo… criança, gente de mais idade, gente que nunca fez trilha na vida ou montanhistas com um bom currículo como o André. Só precisa de fôlego para subir e água, é bom levar uns 2 litros se for somente ao Bandeira! Só há ponto de água logo no começo da trilha para o Bandeira, e como a água de nós quatro havia acabado, chegamos nesse ponto e nos matamos de beber! Me parece que agora proibiram, mas antes era possível contratar uma mula para subir o Bandeira. Gente, quem quer subir o Bandeira somos nós! Então nada de escravizar um pobre animal para satisfazer nossas vontades, ok?

No parque há outros cumes que são possíveis ir também para quem tem tempo, como o face de cristo (que é possível ver do lado mineiro), cruz do negro, tesouro e tesourinho… mas que não fomos porque… acho que é porque não sabíamos deles 😀 Eu fiquei sabendo esses dias, quando uma agência de turismo publicou excursão para os 7 cumes, como é conhecido esse role… Quando pesquisei para o Bandeira só li a mais sobre o Calçado e Cristal. Achei um único relato no Alta Montanha falando de 7 cumes, não lembro quais (o parque é entupido de montanha!), mas a trilha não era batida, o cara fez vara mato, não tinha tracklog… No parque e ao redor há várias opções de cachus, dá uma olhadinha no site do PARNA Caparaó! Fora os vales que já comentei.

Enquanto escrevia esse relato o Victor me pediu para postar algumas dessas fotos em sua página no face e para eu descrever o rolê em uma frase. Aí eu falei que isso era impossível, porque eu realmente fiquei sem palavras! Durante o nascer do sol não conseguia pensar em outra coisa senão na oportunidade que o destino me deu de ver aquele sol vermelho, rasgando as nuvens aos poucos, com meus próprios olhos, e por ter chego lá com meus próprios pés. Parecia que estava hipnotizada. André! Se por acaso você chegar a ler esse relato algum dia na tua vida, entre em contato comigo pois tirei fotos lindas de você na trilha e gostaria de te entregar!!!

 


 

Picos: Bandeira (2892m – terceiro ponto mais alto do Brasil), Calçado (2766m), Cristal (2798m)

Local: Alto Caparaó/MG, divisa com ES

Duração: 4 dias

Distância caminhada: 20km

Dificuldade: no geral média… mas depende do trajeto a ser feito. Mas tem que ter em mente que, mesmo sendo bate-volta no Bandeira, sem fazer os outros cumes, é chão pra andar!

Guia: não é necessário

Gastos: combustível e pedágio desde a cidade de origem, supermercado, R$12.50 a entrada do parque e R$6 o pernoite em camping do parque.

“Carrego comigo todos os lugares onde estive, todas as paisagens que vi através de janelas, todos os sonhos que sonhei, todo momento vivido, todo sentimento surgido.(Eliane F.)

18 Replies to “Pico da Bandeira – O Terceiro ponto mais alto do Brasil – Travessia dos Três Picos no PN Alto do Caparaó MG/ES”

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